terça-feira, 19 de abril de 2011

Excesso fora!

Alice Trindade - abr/2006
“Pedaço por pedaço… 
um dia de cada vez, e sempre na mesma direção!
Metas e objetivos são alcançados com dedicação e persistência, 
e não com bitolação.
Objetivos reais tornam a vida mais gostosa de ser vivida. 
Não exagere. Em nada! Tudo em excesso prejudica.”
                                                    
       (Aline T – ilustre desconhecida)

Equalizando - O futuro dos relacionamentos

Em casa, no meio da confusão, entre palavras duras e maldosamente utilizadas, ou mesmo quando o clima é outro, de bonança e suavidade... entre carinhos e palavras doces, o que praticamos?

Na sala de aula, quando o professor transmite, pelo seu ponto de vista, o conhecimento científico acumulado em anos de estudo e exercício da profissão, para os alunos que buscam esse conhecimento com um objetivo específico e pessoal, o que está em exercício?

No trânsito, entre carros, caminhões, motos e pedestres, no engarrafamento ou simplesmente no fluir de um dia calmo e tranqüilo, sem muita confusão, sem muito estresse... o que estamos desenvolvendo?

Na dança de uma bailarina. Na imagem de um fotógrafo. Na música de um músico. Na arte de um artista... o que observamos? O que captamos?

Na busca por respostas, por motivos de esperança, por novidades, por satisfação de nossos porquês, por crenças superiores, por fé e coragem, o que realizamos?

Relacionamentos. Contatos. Interação. Oração. Basicamente, o caminhar da humanidade depende disso: Comunicação.

Então, porque ainda temos tanta dificuldade em nos comunicar da maneira correta?
Seria tão lógico que, com a idade e a experiência adquiridas ao longo da vida de cada indivíduo, passássemos a nos comunicar excelentemente, sem dúvidas, equívocos, dubiedade, ou falhas.

No entanto, o que se observa é que aumentam, cada vez mais, os problemas de comunicação em relacionamentos profissionais, pessoais e interpessoais. São chefias e funcionários que não se acertam, equipes que estão sempre em “pé-de-guerra” internamente, casais que convivem por anos e não se entendem, partidos desfeitos, religiões dividas e subdivididas em “itens de padronização”, pais e filhos com conflitos de interesses... países em “harmonia na desarmonia”... tudo de pernas pro ar!

A resposta à pergunta elaborada é, na verdade, mais simples do que supomos. E se baseia num pilar central de nossa humanidade de difícil aceitação para alguns... nascemos egoístas.

Ainda somos humanos. Ainda temos no outro o reflexo do próprio eu. Ainda achamos que entendemos a cabeça do outro (nosso próximo), à luz do que conhecemos e compreendemos de nós mesmos. Mas realmente nos conhecemos? Conhecemos verdadeiramente ao nosso próximo e aos seus anseios, desejos e aspirações pessoais? Essa última é até mais fácil de confrontar: nós nos mostramos como somos verdadeiramente de modo que o nosso próximo saiba como nos portaríamos diante de determinada atitude?? 

Pensar só no outro, ou só em nós mesmos é parcial demais para funcionar bem. Um bom emissor está atento ao seu receptor e às suas peculiaridades. Um bom receptor dispõe-se a receber atentamente e compreender o que o emissor transmite, sempre de maneira a facilitar o diálogo que se segue.

O de dentro pra fora existe e funciona quando o de fora é entendido pelo de dentro.

Que bom seria se mais pessoas pensassem nisso. Compartilhassem desse ideal de tentar compreender a si mesmo e aos outros de maneiras complementares... e necessárias para o andamento da engrenagem.

Se o emissor e o receptor estão ligados e imersos num mesmo ambiente, tranqüilo, harmônico e sem ruídos, a comunicação flui melhor. Pessoalmente, encaro essa equalização como uma esperança.

Essa equalização seria muito salutar e contribuiria mui significativamente para a evolução saudável dos relacionamentos, que hoje estão sendo desfeitos (ou abandonados) por motivos pequenos e insignificantes. O “x” da questão está em quem será o agente iniciante e catalizador da equalização. Mas é sempre bom lembrar que isso é algo para partir do eu.

Oxalá, Deus nos ouça e nos abençoe para que cheguemos, individualmente e depois coletivamente, perto da santa perfeição!

Em casa, na família, no trabalho, na rua, com os amigos... e em tantos outros lugares.